SERENIDADE EM SHUHE

SERENIDADE EM SHUHE

A arquitetura pouco difere da cidade velha de Lijiang, da qual dista apenas uns oito quilómetros.
Shuhe tem mais espaço. É mais arejada e menos turística. O sol em céu azul e os 27° conferem o ambiente ideal de férias, ainda mais quando sei que chove em Portugal. Maria ainda anda às voltas com a roupa. A emprestada não lhe basta. Dou os meus palpites e procuro colorida saia Naxi para oferecer.
Ouso vesti-la e logo deixamos os presentes em alvoroço. Divertida brincadeira deixa a plateia sem saber muito bem o que pensar. Irrelevante. As reações – mais ou menos evidentes – divertem-me. E dão-me fome. Em minutos estamos em esplanada.
Sobre um curso de água. A metros de uma outra esplanada onde uma diva me encanta com a sua voz, acompanhada pelos relaxantes acordes da sua guitarra. A natureza completa a orquestra com o som da água e a brisa que amaina os efeitos do sol no rosto…
Novas surpresas gastronómicas. A beringela continua a maravilhar-nos em improváveis combinações. Apetece, mais uma vez, perder o amor à carteira. Algum ficará por ali. É para isso que serve o dinheiro: fazer-nos felizes e aos que amamos.
Deambulamos sem rumo certo. Até que seguimos nova musica. Agora mais animada. Vemos gente a juntar-se. Promete festa. E assim é. Um espetáculo que junta as 25 etnias do Yunnan representadas em danças e trajes muito próprios. Orgulho que os distingue.
Agora o sol esmaga. Investiremos quase uma hora no show que não conseguimos abandonar. Cores garridas. Dança. Ritmo. Caras bonitas. Cativam. A liberdade de dispormos do nosso tempo. Sem tempo. Essa é a melhor forma de desfrutar de Shuhe..

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Este é o primeiro livro de um autor português, Rui Barbosa Batista, que nos leva a viajar por mais de 50 países, dos cinco Continentes, não em formato de guia, mas antes em 348 inspiradoras páginas, 24 das quais com fotografias (81).