Duas horas e meia de caminhada em torno da aldeia ajudou a preparar a dura e exigente jornada do dia seguinte. E amoleceu-nos para a noite mais gelada da aventura asiática. Ninguém estava preparado. Reforço de cobertores pouco resolveu. A roupa não saiu do corpo. Para grandes males…
A complicar, WC em dois m² e à “caçador”. Exíguo espaço que era, igualmente, chuveiro.
Uma noite que, curiosamente, custava apenas dois terços do pequeno almoço, um “assalto” de cinco euros.
Ping’an faz-nos lembrar o mais rústico de Portugal, ainda que com diferente arquitectura. Pena que começa a ficar demasiado turístico. Não foi, no entanto, o caso. Chegamos na pior altura, garantem-nos. Perdemos a sua fase verde. E a amarela. E os espelhos de água…
Visitamos aldeia vizinha em caminho em constante sobe e desce de uma hora. Para cada lado. Imensos cães. Todos bem tratados. São petisco muito apreciado…Tivemos de nos contentar com as majestosas, embora menos coloridas paisagens. Todinhas só para nós.
Esta aldeia não é território Yao. Aqui as mulheres de cabelo longo cedem lugar aos Zhuang, outra das 55 minorias étnicas da China, em que os Han são 92 por cento da população.
Visitamos a casa mais velha da aldeia. Transformada em “museu”. Idosa, que vive nesta estrutura com mais de dois séculos, recebe-nos com sorriso.
Não conseguimos comunicar. Nada nos cobra. Nada nos tenta vender. Zhuang – Yao, 1-0.
Regresso, já com desfalecida luz, complica-se. Damos várias voltas à aldeia até encontrarmos nossa estadia. Corre tudo bem. Excepto a noite glaciar..

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