Uma oportunidade na Cidade Rosa

Uma oportunidade na Cidade Rosa

Desperto com pedal ímpar. Acordo Vasco. Tiro o Frank da cama. Não há hipóteses de recusa para ninguém. Há que sair. Vencer o infortúnio. Derrotá-lo por KO. Num ápice vejo que estamos os três com o mesmo espírito. Em breve, as ruas de Jaipur são nossas…
Dirigimo-nos ao centro. Ao histórico centro, todo em cor de rosa. Como num conto de fadas. Em 1876, o marajá mandou pintar a cidade dessa cor para a visita do Príncipe de Gales. Desde então, a zona “velha” é regularmente pintada.
Jaipur tem três séculos. Foi a primeira cidade “planeada” da Índia. Ficámos impressionados com arquitetura rendilhada. Com palácios e edifícios em grés.
Fomos ao Palácio da Cidade, o maior. Ainda hoje alberga a família real. Perdeu o poder, mas mantém o estatuto. Um complexo de vários edifícios, de estilos distintos, com utilidades diferentes. Aqui podem ver-se exposições de pintura, apreciar têxteis, almoçar ou surpreender-nos com coleção ímpar de armas…

Acabámos por investir muito tempo neste belo complexo. Admirável a fachada Hawa Mahal do Palácio dos Ventos. 943 janelas que visavam dar privacidade às esposas, amantes e concubinas do imperador Sawai Pratap (no século XVIII) enquanto observassem a rua.
O tempo voou. A sopa de tomate que arriscámos comer (o local impunha sentir algum prazer real) revelou-se duvidosa.

Voltámos à “confusão”, fora da zona real, para nos deliciar nos milhares de pequenas lojas que polvilham as ruas traçadas a esquadro. E a tal régua da primeira cidade planeada da Índia.
Cores e odores. Foi o que mais nos deliciou. E uma carroça puxada por um camelo.
Cansados. Horas de voltar ao hotel e preparar o jantar. Não-indiano. Por razões óbvias. Decidimos procurar o que ia ser o primeiro e último centro comercial das férias. 1 hora a pé. Mais 10 minutos de tuc tuc. Missão cumprida.
Praça da alimentação curta, mas suficiente. Sopas. E pizzas. Conhecemos vários turistas. Destaque para grupo “chique” de norte-americanos. Simpáticos. Endinheirados. Um raide de seis dias pela Índia.
“Já estamos fartos desta comida. Quisemos recuperar um pouco os sabores que conhecemos”, justificaram. Como os entendemos…

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