YANGSHUO

YANGSHUO

Sim, é turística. E depois? Há destinos assim e que nos marcam. Este é um deles. Felizmente, não estamos em época alta. Os visitantes chineses são a esmagadora maioria e, assim, parece que somos poucos os viajantes ocidentais.
Diversificadas lojas com produtos de extremo bom gosto – também há excepções, naturalmente – restaurantes com todo o tipo de iguarias, múltiplos bares com música ao vivo, vendedores ambulantes, muita cor e luz… e gente sorridente que preenche as artérias centrais, junto ao rio.
Dois dos sorrisos, vinham de Sesimbra. Duas jovens “identificadas” à distância. Temos “olho” para detetar portugueses…
“Impressions” é espectáculo nocturno visto em 2008 e que jamais esquecerei. Do mesmo produtor das incomparáveis cerimónias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim. Seduzidos nao repetir (no meu caso) e a ir ver um outro show, nomeadamente a pesca típica de Yangshuo.
Presas a barcos de bamboo, aves (algo entre o pato e o ganso) mergulham uma e outra vez até apanhar peixe. Não o conseguem engolir devido ao fio que lhes aperta o pescoço. E assim vai direto para o cesto do pescador, que vai enchendo. Neste pobre show, que não vale os cerca de 6,5 euros dados (ao contrário dos quase 30 do Impressions), os peixes boicotam os artistas. A safra é paupérrima.
Não tentamos cão. Evitamos o rato. Não encontramos cobra – que seria igualmente ignorada. No centro, o visitante tem mais dificuldades em encontrar os milhentos petiscos “esquisitos” que fazem as delícias de quem gosta de explorar a gastronomia “alternativa”.
Os néons vão tapando a beleza característica de Yangshuo. Mas esta está perfeitamente visível pela manhã, antes do seu tardio despertar. Olhos atentos, encontram beleza, arquitectura, história….

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Este é o primeiro livro de um autor português, Rui Barbosa Batista, que nos leva a viajar por mais de 50 países, dos cinco Continentes, não em formato de guia, mas antes em 348 inspiradoras páginas, 24 das quais com fotografias (81).