A questão aborígene é o grande falhanço da sociedade australiana. Que persiste. Entre 1910 e 1970 registou-se uma tentativa do governo de tirar as crianças aborígenes da pobreza e desvantagem. A radical solução foi afastá-las fisicamente da família.
Cerca de um terço das crianças aborígenes terão sofrido com esta medida. Para “minorar” a dor, era-lhes dito, entre outras coisas, que a família já não as queria ou que os pais tinham morrido.
Os nefastos efeitos sociais são incalculáveis. Persistem e serão irremediáveis (os problemas com álcool, que afetam todas as gerações, parecem não ter solução).
Na verdade, até aos anos 60 os aborígenes não tinham sequer a custódia legal dos próprios filhos.
Depois de “educados”, os jovens adolescentes precocemente arrancados às suas famílias procuravam integrar-se na sociedade, que invariavelmente os encarava com preconceito.
Muitos voltaram então para as terras de onde eram originários, mas completamente desenraizados da sua cultura.
Ate 2000, só dois aborígenes chegaram ao parlamento (desconheço os dados após essa data). Não se vêm em qualquer atividade produtiva. Bancos, comercio, correios, supermercados….

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