Uganda e UNESCO convergem apenas numa coisa: os túmulos dos Reis do Buganda, em Kasub, colina nos arredores de Kampala. Quatro túmulos, dos quatro últimos reis do Buganda (Mutesa I, Mwanga, Cwa e Mutesa II). Foram construídos em 1882 e convertidos em local de enterro em 1884.Foram adicionados à lista de Património Mundial em 2001. Em 2010 boa parte do complexo pereceu em incêndio. Os trabalhos de recuperação não estão a decorrer ao ritmo desejado. Por isso foi decidido não cobrar entrada, deixando ao visitante a liberdade (responsabilidade social) de contribuir com o que desejar.Somos recebidos com sorrisos. Até que pedimos para ver o precário, pois os seis euros que nos pedem não estão regulamentados. Nem há bilhetes, recibo ou algo que o valha. Já percebemos em que bolsos vão acabar.Pedimos apenas isso e o semblante e tom de voz dos nossos dois interlocutores muda. Lembramos que o que está sob proteção da UNESCO está sujeito a regras. E o que pedimos é simples, justo e sensato. O pretenso guia, que é quem manda ali no dia a dia, inicia conversa sem nexo. E em dois minutos já fala de racismo. Tão despropositado quanto estúpido. Ouve – mas não sei se ‘atingiu’ – das boas e vamos embora. Já tínhamos visto parte do que desejávamos e há regras de conduta que não podem ser permitidas. Em lado ou circunstâncias algumas. Princípios… .
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