A Riviera do Mar Vermelho tem esplendor único na marina nova de El Gouna. Iates para todos os gostos, casas de sonho e esplanadas sem fim, todas luxuosas, cada uma com o seu estilo. Sobra-lhe charme. Um lugar para muitos passearem o seu estilo de vida e os restantes disfrutarem de um lugar sofisticado e satisfazerem a curiosidade sobre os que vivem em “outro Mundo”.
Evidentemente, esta ideia é bastante redutora, demasiado generalista (para o texto em causa, não interessa aprofundar a questão). Até porque, à míngua de turismo, o cenário atual até dói. Um pouco mais de movimento daria outra vida a este lugar, com tudo para ser bastante procurado, como aconteceu em tempos não muito distantes.
El Gouna padece, como todo o país, pela crise de confiança na segurança do Egito. Ainda está em plena construção um hotel de seis estrelas, confiando que o mergulho, windsurf, kitesurf, ski aquático, snorkling e outros desportos aquáticos vão devolver o “elan” a este pequeno paraíso desenhado pela família Sawiri.
Não disfrutamos de um passeio ao pôr-do-sol, nem contemplamos amantes em êxtase. Também não ouvimos música animada em decibéis acima do aconselhável. A noite está calma e viemos aqui em busca do cúmulo do inapropriado: todas as “fontes” nos garantem que aqui o peixe é uma deceção (provamos algum, mas não grelhado) e, boa parte delas, insiste para que tentemos “os melhores hambúrgueres do Mundo”.
Todos torcemos o nariz. À primeira, segunda e terceira sugestões. Ate que, em momento de total loucura e insanidade, damos uma oportunidade ao conselho. Curiosamente, nesta marina é o único restaurante que tem vida. Esplanada bem composta. Ambiente agradável. E confirmamos a qualidade do conselho. Dentro do (sub)Mundo à parte que é a carne, claro.
O mais importante desta noite? A possibilidade de deixarmos marca do grupo Bornfreee no Egito, à semelhança da viagem de estreia, à Geórgia/Arménia/Nagorno-Karabakh. As paredes estão ali. Demasiado preenchidas, mas abertas às linhas criativas do visitante. E o traço da Ana Isabel, que tão bem nos representa, mesmo que em biscos de pés em cima de uma mesa, volta a deixar marca…PS: Este é o projeto inicial, em maio de 2014 em Svaneti, Geórgia..

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Este é o primeiro livro de um autor português, Rui Barbosa Batista, que nos leva a viajar por mais de 50 países, dos cinco Continentes, não em formato de guia, mas antes em 348 inspiradoras páginas, 24 das quais com fotografias (81).