A ilusão de Vhils

A ilusão de Vhils

É lisboeta e a sua obra já chegou ao Mundo. Um artista urbano que começou a pintar aos 11 anos, formou-se em Londres e antes dos 30 já tem obra um pouco por todo o planeta. Vhils diz-te algo? Se não for o caso, apressa-te a corrigir essa falha.
Segundo o próprio, tem raízes no graffiti e street art e tem vindo a “explorar novos caminhos dentro da ilustração, animação e design gráfico, misturando o estilo vectorial com o desenho à mão livre, aliado a formas contrastadas e sujas, que nos remetem para momentos épicos”. Se ele o diz…
Vhils desenvolveu uma técnica usando explosivos, grafite, restos de cartazes e até retratos feitos com metal enferrujado para criar retratos e frases.
Em solo continental, sei de obras no Porto, Lisboa, Aveiro e São João da Madeira. Mas os seus rostos estão espalhados por lugares tão díspares como Nova Iorque, Londres, Moscovo, Bogotá, Los Angeles, Polónia, Itália, Luxemburgo… e Açores!
Ponta Delgada e Rabo de Peixe têm belos exemplares seus. E estamos a caminho dos primeiros. Como habitualmente, Alexandre Farto, digo, Vhils usa espaços consumidos pelo tempo.
“Creio que o interesse pelo mundo da expressão visual veio do que testemunhei nas ruas de Lisboa e Portugal enquanto crescia: um contraste entre a decadência dos murais políticos que tinham sido pintados nas décadas de 1970 e 1980 depois da Revolução em 1974, e a sobreposição com a publicidade capitalista e as suas cores e formas que chegou em força a partir de finais da década de 80”, dizia em entrevista publicada em 2007.
Vhils não se limita a dar nova vida a paredes carcomidas. Dá-lhes carácter quando mergulha na alma de quem retrata. Habitualmente, gente que faz parte da história do lugar. Das suas entranhas.
É e será sempre um prazer apreciar o seu vasto e cada vez mais surpreendente legado….

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