As expectativas eram baixas. Não tínhamos referências significativas. Passamos aqui principalmente por ser uma forma de estarmos mais próximos de El Salvador, próximo destino.
A que foi capital da Nicaragua até 1857 é cidade universitária por excelência. Isso ajuda a explicar muita coisa do seu ambiente singular.
Bares sem fim. Todos bastante originais. Restaurantes igualmente criativos. Muita vida. Muitos locais na rua. Poucos turistas. Sem dúvida, mais genuíno do que Granada. Também mais belo? Será discutível. Mas que cativa, lá isso cativa!
Muitos artesãos na praça principal. Em frente a catedral antiga e imponente. Sempre com muita vida. Intenso calor humano respira nas artérias de Leon, uma cidade com passado violento: foi eregida no sopé do vulcão Momotombo, mas uma erupção destruiu-a. Foi movida para o seu actual local. Apesar de ainda existir Leon Vieja.
Depois de um decepcionante gelado de coco (mais parecia mero chantili fresco), optamos por jantar em esplanada. Ambiente fresco, cativante. Os melhores sumos naturais até à data.
Seguimos para bar onde estava prometido concerto de música nicaraguense. Bons sons. Mau chá. Péssimas caipirinhas. Piña colada aceitável. Valeu pela música.
Longa caminhada pela cidade. Muitas referências politicas. Grafite em muitas paredes. Não fosse esta a cidade a alma da revolução de 70. É este o berço de muitos políticos. De revolucionários. Foi aqui que o primeiro presidente Somoza, um ditador, foi assassinado.
Seguiram-se lutas entre defensores da dinastia Somoza e dos Sandinistas (FSLN – Frente Sandinista de Libertação Nacional).
Bom, ficou a convicção geral que é uma cidade a voltar. A estudar com tempo. Talvez ainda nesta aventura….

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Este é o primeiro livro de um autor português, Rui Barbosa Batista, que nos leva a viajar por mais de 50 países, dos cinco Continentes, não em formato de guia, mas antes em 348 inspiradoras páginas, 24 das quais com fotografias (81).