Finalmente, uma viagem suave, suave. Ou que tem tudo para isso. De Gjirokastra para Saranda, uns serpenteantes 50 quilómetros. Da costa para Corfu, já na Grécia, meia horinha de barco e 19 euros (o voo de Corfu para Bérgamo, em Itália, custou-me 12).
O dia convida a excelente disposição e é com esse espírito que vou estrada fora. Continuo a passar por estimulantes verdes, alguns tentadores azuis e gente boa. Gente que entra e sai da carrinha.
Idosos super bem tratados. Respeito e palavras que suponho amigas. Sorrisos aos estranhos. E é assim, serenamente, que desço em rua em convulsão (obras) algures em Saranda.
Apanho a marginal e caminho despreocupado, em direção ao porto. Saber horários para decidir a que horas zarpar, ver quanto tempo tenho. Surpreendentemente, faltam 20 minutos para o último transporte para Corfu. Estranho. Tento confirmar, sem os melhores meios para o fazer. Resta-me confiar. Paciência.
Bilhete na mão, alfandega e barco. Não sem que Anna volte a ter problemas. Depois de ter sido barrada na Macedónia, entrou duas vezes na Albânia. Uma por Tirana, em avião, e outra desde o Kosovo, em autocarro. A marinha quer primar pela diferença… Complica, mas consigo descomplicar. Em singelos dez minutos.
Ainda não é desta que nos vamos separar definitivamente. Entramos no barco, qual Nautilus, e em breve já a caminho.
À esquerda, a Albânia ainda me vai seguindo os passos até que Corfu nos estabelece os limites, do lado contrário. Chama-me a atenção a qualidade dos azuis daquele mar. E a delícia do seu estiloso velho casario. Aqui, sei que vou ser feliz….

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