O dia vai longo, não o suficiente para nos demover de ir a um dos templos mais fantásticos que tive a oportunidade de visitar em quase meio planeta por onde tive a felicidade de andar.
Para se ter uma ideia do que aqui foi feito, chegaram a trabalhar 80.000 em Karnak, entre operários, guardas, sacerdotes e servos. Uma obra que esteve mais de um milénio soterrada na areia… até ser descoberta no século XIX.
Todos os faraós quiserem deixar a sua marca no templo mais importante do Egito, depois das pirâmides. No qual Amon, rei dos Deuses, tem um lugar especial, entre pátios, salas, terraços, corredores e lago sagrado. Durante 1.300 anos, o templo foi crescendo com os contributos de quem quis ficar ligado a este projeto impressionante. Não espanta, por isso, que este seja o maior templo do Mundo. Na verdade, chegam a ser vários num só. As obras de restauro prosseguem…
Ramsés II volta a estar em destaque, com imponente estátua em granito no fim da “primeira avenida”, num complexo com 40 hectares, repleto de gravuras e pinturas. Onde os obeliscos “nasceram”. Paris e Istambul são duas das cidades que receberam exemplar diretamente enviado de Karnak.
O Lago Sagrado, com 80 metros de comprimentos e 40 de largura, remonta à época de Tutmés III. Perto, um escaravelho gigante. O maior do antigo Egito, do reinado de Amenhotep III. Há tanto para explorar…
Há um espetáculo noturno de cor e luz… talvez o principal motivo para voltar a Luxor..

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Este é o primeiro livro de um autor português, Rui Barbosa Batista, que nos leva a viajar por mais de 50 países, dos cinco Continentes, não em formato de guia, mas antes em 348 inspiradoras páginas, 24 das quais com fotografias (81).