O desafio é chegar a Kabale. O Uganda espera-nos. Primeiro chegar à capital Kigali e depois mudar de transporte. Nunca fomos tão à larga. Para não variar, velocidade furiosa. Chegamos. São 15h30 e só temos autocarro em duas horas. Serão oito euros. Sou abordado por alguém que me propõe ir de carro. Duvido, mas vou verificar. Mais do que aprovado. Novo e limpo. Negociação feroz e pagamos apenas mais euro e meio cada. Vai outra jovem connosco ate à fronteira.Criança de uns 13 anos pendura-se na traseira de carinha que se prepara para assaltar. Nosso motorista apita freneticamente. Vítimas só acalmam quando ficam a saber o motivo.Feita a boa ação do dia, o condutor vai exibindo vários sinais de inaptidão ao volante. Adora buzinar e, em estradas largas, faz trajetórias esquisitas, obrigando os peões a comer ainda mais pó. E a fugir da sua incompetência.
Na fronteira, os nossos passaportes voltam a brilhar. O do Daniel é retido na última vistoria, pois o agente desconhece e novo visto triplo. Liga aos superiores e num par de minutos tudo resolvido. Antes, cambistas tentam aliviar-nos de moeda que não precisamos e seduzem a comprar dinheiro do Uganda. A preços nada convidativos. Azar. O deles. A fronteira logo nos mostra que o Uganda é mais pobre. Kabale parece um pesadelo. Prescindimos de recomendada estadia a dois euros para o excelentíssimo White Horse Inn onde seremos felizes….
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