Em Nagorno Karabakh, a população mantém o nível de simpatia. Nada nos oferecem – uma surpresa, diga-se lol – mas continuamos a encontrar gente que respira o seu caminho. Os tempos da guerra são mesmo passados. Prolifera juventude. A tal que se deseja ser a esperança de qualquer nação.
O facto da bandeira do “país” ser decalcada na da Arménia, apenas lhe acrescentando uns quadradinhos brancos em “V” deitado, somente complica a missão. Boa parte dos cidadão são de origem arménia e um genuíno espírito de independência parece não estar ainda devidamente instalado. Não é que tenha feito um estudo exaustivo. Apenas confio no que observo.
Jantaremos em esplanada chique. É um dos dois restaurantes que nos aconselham. Este, 100 metros abaixo do hotel, na Tumanyan. O outro, precisaríamos de ir de carro. E as indicações não são tao precisas quanto o desejável.
As iguarias desfilam pela mesa. Tal como o vinho. Adoramos esta comida… porém confesso que gostava de maior diversidade. Experimentar alternativas. Na verdade, a única curiosidade é perceber as nuances na forma como tratam das saladas.
A “noite” será mais intensa junto a uma rotunda após a Renaissance Square, onde tem o parlamento. Em frente à avenida dos amantes. Um belo jardim repleto de estátuas que “desagua” no Estádio Nacional. Na verdade, tudo isto está “colado”. As distâncias são muito curtas.
Entramos em bares e esplanadas, nem por isso vemos agitação. Não vislumbramos a massa humana que costuma proporcionar bons ambientes. Agradáveis sensações. Estamos, certamente, no lugar errado a hora imprópria. Consola-me o facto de não me deparar com um único turista. À vista desarmada, claro.
Descemos a Mesrop Mashtots, que é a principal avenida da capital. Onde ficam os vários edifícios governamentais. A pouca animação desfalece e damos meia volta. O gelado está bom. Será o aperitivo para uma noite descansada. Menos para a Sílvia, que, antes de dormir, e pensando estar a beber água, emborcou uma boa golada da nossa potente amiga chacha.
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