À noite, cada detalhe exterior do Hermitage é reinventado. Esbatem-se os dourados das colunas e o verde-água das suas paredes. Ganham misticismo as estátuas polvilhadas no topo do edifício. São os brancos que agora dominam, traçando ilusão em luz que cega de beleza.
A praça do palácio é ampla e a temperatura convida a estar cá fora. A hora é tardia, nem por isso trava centenas de boémios. Espalhados por distância “respeitosa”, diversos artistas mostram os seus dotes. Geralmente, na música. Felizes os que cirandam pela noite. O chão estende-se, submisso, rogando que nos sentemos ou deitemos. E a música, mesmo que em impercetível russo, dá uma nova dimensão ao local. Somos transportados a outra
época… Descontraímos sem tempo. Mergulhamos numa sociedade que não tem fama de ser muito aberta. A barreira linguística “trava” os russos no contacto com os estrangeiros, de uma forma que nunca experienciei antes.
São horas de partir. Despeço-me da Nevsky Prospect, a avenida rasga o centro de S. Petersburgo. Olho uma última vez para o Palácio Stroganov, sorrio para a praça Kazanskaya e a sua catedral ortodoxa de Kazan. Miro a igreja católica de Santa Catarina digo “até breve” à academia de teatro de comédia, ao Palácio Anichkov e outras obras que toram a cidade tão peculiar.
O jantar típico adornado pela dança Kalinka é sustento para uma noite que ainda iria ser longa…
Do svidaniya (adeus), S. Petersburgo!!.
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