Poucos lugares no Mundo têm este legado. A maior, mais rara e fantástica coleção de artefactos antigos egípcios. 120 mil peças que representam um período de 3.000 anos. Um minuto por artefacto e estaríamos nove meses, ininterruptos, a espantar-nos. É com todo o entusiasmo que avançámos. Preparados para ser surpreendidos. E somos. Pela imensidão de artefactos de soberbo interesse e valor histórico… E pelo facto de, muitos deles, estarem abandonados em lugares discretos e sombrios. Há zonas em obras e catalogação. Reina inesperada confusão. Parece ninguém se entender. Veremos outros museus… Com outra apresentação. Não param de aqui chegar peças – os ‘salteadores da arca perdida’ continuam a proliferar por todo o país, em sucessivas novas descobertas – e o quinto edifício na história a albergar este museu promete ceder. Está a abarrotar de pecas… Que deviam estar melhor apresentadas. Para o bem comum. Diz-se que o museu mudará para a zona das pirâmides. Do outro lado do rio. Em Gize.
A maior curiosidade reside na máscara de Tutankhamon. Inevitável. Aquela em ouro sólido e lápis lazúli. Querem adivinhar? Em sala fechada para obras. Pelos vistos, sem plano B. Poucas vezes custa tanto levar com a porta na cara. Com inesperada violência. Como ir ao Vaticano e não ver…
Afogo as mágoas nas múmias. Uma pequena sala à parte. Surpreendentemente, com bilhete mais caro do que para o resto do museu. Impressionante, o resultado. Ramses II é um “senhor”. Reinou por longo tempo e mantém perfil e postura altivos. Um estado de conservação surrealista. Resiste ao tempo. Será assim pela eternidade….
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
