É aqui que o Egito se começa a entranhar no sangue. A abordagem ao turista continua a ser… “assertiva”, mas os sorrisos, de lado a lado, vão desarmando o outro. Será assim essa dança – cada vez mais cúmplice – em todos os mercados desta milenar cultura. A esperada “agressividade nas zonas mais turísticas (o medo das revoluções e do ISIS – a quem os egípcios tratam como lixo – afastou os estrangeiros do Egito cultural e tradicional, deixando-o só para nós), mas puro, cristalino nos bazares onde “estranhos” nada podem acrescentar ao negócio. É a tal “luz” que brota de todo o lado e  retratada de forma sublime pela Isabel Moura no desafio de escrita de viagem que lhe foi formulado. Um amplo contentor é espaço pouco para carregar tudo o que apetece trazer do Egito. E aqui não incluo a alma enorme deste povo. Que sofre imenso com o abrupto e violento (despropositado, a meu ver), corte de turismo, excetuando as famosas zonas balneares que sofrem menos com a crise. O inebriante odor das especiarias, as cores singulares e intensas de tudo o que nos rodeia, a história secular deste povo tatuada em inúmeros rostos, a luz terrena que acompanha os mercados quando a lua já vai alta, o caos humano, o  chamamento dos minaretes… E os tais sorrisos que completam uma tela sem igual. Não há sentido que não seja profundamente  estimulado. Afagado. Desafiado. Não, não apetece estar em qualquer outro lado do planeta….

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Lançamento livro

“BORN FREEE – O Mundo é uma Aventura”

Este é o primeiro livro de um autor português, Rui Barbosa Batista, que nos leva a viajar por mais de 50 países, dos cinco Continentes, não em formato de guia, mas antes em 348 inspiradoras páginas, 24 das quais com fotografias (81).