Inteligente. Ativa. Ousada. Interventiva. Bela. Serena. Portuguesa. Estas são as primeiras palavras que me saltam à mente ao pensar em Helena. Vive no Cairo. Trabalha com refugiados. E pouco mais pode dizer. É normal. As ONG internacionais ligadas a esta área são, por hábito, comedidas. E têm mais a ganhar atuando em low profile. Resultados vs publicidade.
Aos que querem saber mais – ou demais – diz que estuda no Cairo. Ou que está noiva de um egípcio. Sim, esqueci dizer: não lhe falta sentido de humor.Foi pelo couchsurfing que a contactei. Logo se prontificou a ajudar, no que fosse possível. O inevitável encontro, no Cairo. Na pacata estação central de caminhos de ferros, onde milhões circulam diariamente.
Acabamos em restaurante do Iémen. Quando nos coloca as duas sugestões gastronómicas, não dá para hesitar. É dos países que mais desejo conhecer. Excelente comida. Fantástico grupo de oito. Apetite e estomago agradecidos.
Terminamos a noite a beber chá e a fumar chicha. Na berma de estrada de rua tranquila. Conversa jogada fora com a naturalidade de quem se conhece há anos. Ou aparenta.
Estamos felizes por ter ali a Helena. E julgamos que também somos um balsamo na sua aventura do Egito. E não foi apenas pelos enchidos que lhe levamos, para saciar a sua saudade de casa. Conta-nos a sua experiencia e “situa-nos” na realidade atual de um país que nos suscita cada vez maior curiosidade….
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