O fim da linha vermelha de metro é próxima do início de Darband, um dos melhores lugares para o fim do dia em Teerão. Embalado nas montanhas no extremo norte da cidade, juntamente com Darakeh, é dos locais preferidos para a classe média fugir ao ruído e buliço da capital.
Proliferam as casas de chá e restaurantes. E vendedores de todo o tipo de sumos e guloseimas. Tudo – até o olhar – respira este ambiente ‘doce’, que também se espraia nas cores que animam a noite.
Impensável chegar aqui subindo a pé. O táxi demora apenas cinco sofregos minutos (certamente também a arfar) e compensa, apesar de exagerados cinco euros. Caminhar acabaria com o dia e energias. Mais de uma hora. A pique. Desnecessário.
Percorremos alguns dos trilhos destas colinas, onde proliferam ambientes agradáveis. Estas montanhas têm vários caminhos para estimulantes passeios. Adornados por cascatas e ribeiros, abraçados por vegetação constante. 
Atacamos o primeiro festim. Kebab, ahs, abgusht e afins fazem parte de luxuriante jantar, moda que vai pegar no grupo www.bornfreee.com e que será responsável por inúmeros desabafos, em formas de criativas penitencias contra esse suposto pecado, traduzido na gula. Que pode ser variada, como o comprova o experiente homem de grandes anéis a cortar ensanguentados rins, tripa e fígado para espetada que dispensaremos. Temos por vizinhas seis animadas mulheres de véu. Sozinhas. E outras duas, a violar as regras, fumando chicha. Também com o hijab.
Deixamo-nos estar, mão dada com o intemporal, no ambiente relaxado e social dos iranianos…
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