Segue-me

Santa Teresa, o parque com alma portuguesa

Santa Teresa, o parque com alma portuguesa

A ideia primária é visitar o forte de Santa Teresa, que os portugueses começaram a construir em 1762, mas antes de me impressionar com a sua estrutura, já me tinha embeiçado pelo resto do complexo, de verdes e beleza luxuriantes. São 3.000 hectares de reserva rica em fauna e flora, ideais para nos perdemos em caminhadas sem tempo. Seja nos trilhos de floresta com centenas de espécies exóticas, nas extensas praias de ondas transparentes e areia branca ou na história da fortaleza.
Os amantes do turismo ecológico têm aqui inúmeros motivos para aprofundar a sua visita: o ‘Invernáculo’, jardim de inverno com espécies de todo o Continente, o ‘Sombráculo’, jardim de verão com plantas subtropicais e um aquário, e o Roseiral, com as suas mais de 330 espécies de rosas. Todos juntos à entrada do parque, onde está a administração central, de jurisdição militar, que garante uma estrutura impecável, limpa, bem cuidada e segura.
A ‘Pajarera’ é outro lugar emblemático, construída em 1930 para a preservação de espécies em perigo de extinção.
Tudo isto é assombroso, mas anseio pelo principal foco turístico do parque, a Fortaleza de Santa Teresa, um enorme forte de 640 pentagonais metros quadrados construído em 1762 por mãos portuguesas. Esta histórica jóia teve um papel chave nas lutas pelo domínio da região entre lusos e espanhóis, que também o foram ampliando e solidificando.
Nesta altura, os portugueses, em muito menor número, fugiam da investida espanhola desde Buenos Aires que já havia levado Colónia de Sacramento (Património Mundial UNESCO, também fundada pelos portugueses) e galgava terreno em direção ao Brasil.
Após o seu abandono, no século XVIII, a fortaleza voltou à vida nos anos trinta do século XX pelo historiador Horacio Arredondo, responsável pela criação do enorme parque que a protege e que tem um museu no complexo a recordar o seu importante trabalho, que inclui a recuperação de outras fortificações.
Estamos num lugar maravilhoso e tranquilo, onde um par de dias é investimento recompensador: curtir a natureza, fazer caminhadas (há60 quilómetrosde trilhos), aproveitar a praia e visitar todas as atrações do parque.
A estadia por estas bandas pode ser feita no parque de campismo, com todas as comodidades que uma experiência inesquecível justifica. Já referi que a entrada no parque é gratuita? .

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Explore mais

Lançamento livro

“BORN FREEE – O Mundo é uma Aventura”

Este é o primeiro livro de um autor português, Rui Barbosa Batista, que nos leva a viajar por mais de 50 países, dos cinco Continentes, não em formato de guia, mas antes em 348 inspiradoras páginas, 24 das quais com fotografias (81).