As seis horas que afinal…

As seis horas que afinal…

Lemos em fóruns. Vimos em guias. São apenas seis horas. Confirmámos aquando da compra dos bilhetes, na véspera. Ainda duvidosos, reconfirmamos no próprio dia. Unanimidade: seis horas.Pouco depois das 09:00, estamos no transporte que nos há-de levar a cruzar a fronteiras. Antes, madrugadora caminhada, em jejum, de uns quatro quilómetros em permanente hora de ponta. Atrasados, ainda tentamos ir ver o templo da Literatura. Apenas o conseguimos apreciar de vários pontos fora do complexo. Quanta frustração. Mais um motivo para voltar a Hanoi.Conseguimos petiscar e garantir mantimentos para a jornada. Antes da fronteira, paragem para almoço. Ainda não são 12h00. Aproveitamos. Nunca se sabe o que vem a seguir.Contados os passageiros, arrancamos. 10 minutos depois, toca telemóvel. Autocarro encosta. Discussão ininteligível. Obviamente, algo está mal. Revisor conta uma e outra vez. Parece descrente. Elemento em falta acaba por chegar. À boleia. Foi quem nos ajudou na tradução ao almoço. Ficamos chateados com a falha. Tínhamos avisado o revisor que tinha ido ao WC?Viagem acaba. Agora vamos para a fronteira em carrinho turístico, de caixa aberta, apto para umas 15 pessoas. Soa a dejà vu? Autoridades vietnamitas extorquem dinheiro a indefesos e humildes. Para nós, oficial superior com sorriso nos lábios. Em 2007, senti o sabor da extorsão ao entrar no país, oriundo do Laos.Na outra fronteira, metros depois, a China mostra todo o seu poder. Edifícios colossais. Grandes jardins. Manifestação de poderio económico e militar. Convida a muito juízo dos seus vizinhos. Triplo controlo de passaporte. Na revisão individual de cada bagagem, safo-me de desfazer mochila depois de dizer, em mandarim, que sou de Portugal. Fala chinês?? Questiona-me o guarda. Estive cá nos Jogos Olímpicos e depois viajei pelo país. Sei umas coisas, respondo, em inglês. Manda-me seguir viagem.A pé fazemos o primeiro quilómetro no meu regresso à China. Estreia para Carlos e Fernanda. Chegamos ao autocarro que nos vai levar a Nanning. São 15:30, hora a que era suposto encontrar-nos com Wei Wei. Nosso amigo tradutor liga-lhe. Diz que estamos apenas três horas atrasados.Lemos em fóruns. Vimos em guias. São apenas seis horas. Confirmámos aquando da compra dos bilhetes, na véspera. Ainda duvidosos, reconfirmamos no próprio dia. Unanimidade: seis horas.Pouco depois das 09:00, estamos no transporte que nos há-de levar a cruzar a fronteiras. Antes, madrugadora caminhada, em jejum, de uns quatro quilómetros em permanente hora de ponta. Atrasados, ainda tentamos ir ver o templo da Literatura. Apenas o conseguimos apreciar de vários pontos fora do complexo. Quanta frustração. Mais um motivo para voltar a Hanoi.Conseguimos petiscar e garantir mantimentos para a jornada. Antes da fronteira, paragem para almoço. Ainda não são 12h00. Aproveitamos. Nunca se sabe o que vem a seguir.Contados os passageiros, arrancamos. 10 minutos depois, toca telemóvel. Autocarro encosta. Discussão ininteligível. Obviamente, algo está mal. Revisor conta uma e outra vez. Parece descrente. Elemento em falta acaba por chegar. À boleia. Foi quem nos ajudou na tradução ao almoço. Ficamos chateados com a falha. Tínhamos avisado o revisor que tinha ido ao WC?Viagem acaba. Agora vamos para a fronteira em carrinho turístico, de caixa aberta, apto para umas 15 pessoas. Soa a dejà vu? Autoridades vietnamitas extorquem dinheiro a indefesos e humildes. Para nós, oficial superior com sorriso nos lábios. Em 2007, senti o sabor da extorsão ao entrar no país, oriundo do Laos.Na outra fronteira, metros depois, a China mostra todo o seu poder. Edifícios colossais. Grandes jardins. Manifestação de poderio económico e militar. Convida a muito juízo dos seus vizinhos. Triplo controlo de passaporte. Na revisão individual de cada bagagem, safo-me de desfazer mochila depois de dizer, em mandarim, que sou de Portugal. Fala chinês?? Questiona-me o guarda. Estive cá nos Jogos Olímpicos e depois viajei pelo país. Sei umas coisas, respondo, em inglês. Manda-me seguir viagem.A pé fazemos o primeiro quilómetro no meu regresso à China. Estreia para Carlos e Fernanda. Chegamos ao autocarro que nos vai levar a Nanning. São 15:30, hora a que era suposto encontrar-nos com Wei Wei. Nosso amigo tradutor liga-lhe. Diz que estamos apenas três horas atrasados..

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Este é o primeiro livro de um autor português, Rui Barbosa Batista, que nos leva a viajar por mais de 50 países, dos cinco Continentes, não em formato de guia, mas antes em 348 inspiradoras páginas, 24 das quais com fotografias (81).