As florestas do Michigan são diferenciadas e diversificadas. Carvalhos, nogueiras, pinheiros e bétulas são as árvores mais generalizadas nas sempre belas paisagens.
Vamos rasgando caminhos de terra batida rumo a norte. Queremos usufruir convenientemente das Pictured Rocks. Fiéis ao nosso caminho… excetuando quando uma ou outra cascata obriga a desvio mínimo da rota deserta. Apenas cruzaremos com grupo de entusiasmados motards, adeptos do trial.
Quando, do topo da falésia, avistamos parte dos longos quilómetros de praia de areia fina no Lago Huron, logo decidimos que não haveria perdão se falhássemos um bom banho. Apesar da temperatura da água o desaconselhar. Vivamente.
O lago, que divide Estados Unidos do Canadá, é beijado por frondosas florestas, salpicas de cascatas que podem ser contempladas seguindo através dos mais de 100 quilómetros de trilhos. Que mudam de cor consoante a época do ano.
Contemplamos uma águia. Imponente. Soberana no topo de árvore. Não voaria. Indiferente às expressões de espanto e entusiasmo que os americanos não conseguem reprimir. Incluindo um “quarentão” de sandálias, calções, a inevitável meia branca e… arma à cintura. Enquanto explora a natureza, entre turistas e famílias. Crianças.
Vemos também margens inacessíveis, com rocha desgastada em múltiplas cores. Parecem escavações na natureza em várias camadas, que chegam aos 60 metros de altura. Ao longo de dezenas de quilómetros. É “apenas” a erosão que dá o nome às Pictured Rocks.
Lá de cima, apreciamos dois seres de máscara e barbatanas. Chegaram a zona aparentemente inacessível. E agora usufruem do merecido prémio: paisagem deslumbrante só para eles. Pela (aparente) intensidade do beijo, percebemos a aventura…
Um par de quilómetros e o carro deixa-nos ao nível da água. Duas? Três dezenas de pessoas em extensa praia? Sim, no máximo. E ninguém a nadar. Sintomático. Bom, custou um “pouco”, mas o cenário foi devidamente apreciado, desfrutado. E com tempo…
Não há ruído. O sol está no máximo do seu esplendor. E a paisagem dificilmente pode ser mais convidativa.
Quando o tempo impõe a sua lei e nos diz que é hora de partir, ainda apostamos em visita a santuário de vida selvagem. Um trajeto de seis quilómetros, de sentido único, para fazer, calmamente, em viatura própria.
À entrada, como que dando as boas-vindas, na berma da estrada, duas enormes aves. Não as consigo identificar, exceto a penugem castanha. Estarão entre uma garça e flamingo, em tamanho colossal.
No percurso, avistaremos cisnes e aves menores. Nas informações prometem fauna mais regular. Não fomos contemplados com essa sorte. “Apenas” bela paisagem de lagos entrecortados por margens verdes e um sol que vai perdendo fulgor e assim espalha um rasto de tons laranjas e rosados no sereno espelho de água. Diz-nos que é hora de partir….

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Explore mais

Lançamento livro

“BORN FREEE – O Mundo é uma Aventura”

Este é o primeiro livro de um autor português, Rui Barbosa Batista, que nos leva a viajar por mais de 50 países, dos cinco Continentes, não em formato de guia, mas antes em 348 inspiradoras páginas, 24 das quais com fotografias (81).