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Ataco o dia com a certeza que esta é das cidades mais multiculturais do Mundo. No metro, partilho parcos metros quadrados com coreanos, hispânicos, árabes, africanos, indianos e chineses. Curiosamente, neste momento, nenhum verdadeiro nativo. Assim é Toronto, a quinta maior cidade da América do Norte e a maior do Canadá. 2,6 milhões de habitantes e área metropolitana de seis milhões, onde sobressai clara mescla de culturas: os portugueses também estão aqui. E em força!

A CN Tower impõe-se no cenário. Foi a mais alta torre do mundo (553 metros, em 116 andares – chão em vidro que permite ver a cidade a nossos pés) até 2007, altura em que os petrodólares dos Emirados a riscaram do mapa dos recordes. Posso subir, mas vou guardar esse prazer para o fim. Será a “tal” cereja a adornar o que espero ser um estimulante périplo por parte de Canadá e Estados Unidos.

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Exploro a Yonge e a Bay street. São as paralelas referências de cidade a régua e esquadro. Restaurantes, comércio, escritórios. Torres. Muitas. Na esquina com a Dundas (a oeste desta enorme artéria fica o “litle Portugal”), a Yonge tem entrada para o Eaton Center, o mais central shopping da cidade. E que alberga mais uma das múltiplas entradas para o “Path”.

O que é o Path? Uma verdadeira cidade subterrânea. Não se trata apenas de metro, mas de um complexo de artérias com um total de 27 quilómetros. É uma nova cidade. E o jeito que dá no Inverno… Podemos andar horas, comprar tudo o que o exigente ou extravagante gosto desejar sem ter de levar com temperaturas que chegam a baixar dos -30º. E além disso…

Estou entusiasmadíssimo com o St. Lawrence Market. Não só pelos inúmeros prémios que tem ganho ao longo dos anos – um dos últimos foi da National Geographic, que o elegeu como o melhor mercado de rua do Mundo, no que toca a comida – mas porque estou realmente faminto e não há melhor lugar para saciar os apetites. De estômago e olhar.

Mais de 120 stands em edifício histórico (1803) com deliciosa comida a preços “competitivos” numa país com excelente nível de vida. Ao lado, mais um mercado onde os produtores de Ontário vendem os seus frescos produtos. Aproximo-me.

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Aprecio a sua arquitetura exterior. E… dou com o nariz na porta. Fecha ao domingo e segunda-feira. Não sacio o estômago, antes lhe dão valente soco.

O plano B tem de ser terrível. Regresso à Dundas. Afogo as mágoas em suchi. Um delicioso e não menos surpreendente “all you can eat”, com mais de 100 deliciosos e diversificados produtos. Vingo-me. E do bolso não voam mais de 13 euros. O destino também reserva boas surpresas.

Cirando pela cidade. Despreocupado. Sem destino. Sobram lojas alternativas, de bom gosto. Excelente música. E sempre, sempre, gente simpática. Respira-se bem-estar.

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A Art Gallery of Ontario impressiona tanto pelo arrojo da sua arquitetura, como pelos mais de 80.000 trabalhos  espalhados por 45.000 metros quadrados. Tem igualmente trabalhos em madeira e vidros esculpidos do famoso arquiteto Frank Gehry.

O edifício da antiga câmara municipal é mais um monumento a prender a atenção, entre edifícios com idade para seus bisnetos.

A Casa Loma – na verdade, como que um castelo encantado – tem vista privilegiada sobre Toronto. Esta aventura medieval ficará, igualmente, para o regresso. Fantasmas, passagens secretas, labirintos, túneis… cant wait!

Bloor – Yourkville é charmoso e chique bairro com excêntrica arquitetura vitoriana. Convida a ficar. Mas o tempo apressa-me…

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2 Comments

  1. mariana antunes

    Que passeio delicioso por Toronto, no Canadá. Eu também adoro perambular pela ruas sem um roteiro pré-definido. É uma ótima forma de conhecer os lugares.

    1. Rui Batista

      Para mim, a melhor das formas, Mariana 🙂 Beijinho e boas viagens…

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