Foi duro, mas descobri, da pior das formas, as desvantagens de trotear. Ou, melhor ainda, de ser um novato nisto de trotear. Não, não me refiro a trautear uma canção. Falo em trotear, montar, andar a cavalo.
O trio-maravilha da Lusa une-se no firme propósito de avançar mais uma fase no domínio da arte equestre e Sarah não tem alternativa a aguentar-se com a nossa ousadia.
Pela parte que me toca, no doloroso, mas estimulante balanço final devo confessar algumas feridas de guerra. É verdade que o terreno é algo acidentado, mas presumo que o problema esteja mais relacionado com a minha requintada arte de montar.
Entusiasmado, piquei o cavalo a acelerar e o Rubi faz-me a vontade. A excitação inicial rapidamente dá lugar a múltiplos “ui’s”, de cada vez que o meu corpo volta à sela que entala os meus… amigos.
Sonoros e longos “OOOOHHHHHHHHHWWWWW” é o que Rubi mais me ouve vociferar, com a determinação de quem tem algo dolorosamente “encravado”. À terceira ou quarta tentativa, decido-me pela típica fuga para a frente. Acho que será menos doloroso subir um degrau nesta arte até ao desenfreado galope. Duvido que seja tão traumatizante.
Entretanto, não posso deixar de recordar a beleza do cenário (desta vez saímos da quinta) e a curiosidade da nossa caminhada ter sido acompanhada pelos cavalos que não estavam selados, sempre, sempre atrás dos seus amiguinhos equídeos que têm a honra de transportar tão ilustres figuras lusitanas.
Saliento ainda o facto da nossa caminhada de uma hora ter sido seguida com curiosidade por uma série de babuínos. Sem duvida, uma sensação sui generis ter macacos a seguir os nossos passos, espreitando, curiosos, a cada árvore.
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
