Foi assim, exactamente assim, que Fernanda gritou. “Que nojo! Um dente na comida!”. O dia mal tinha nascido. Imagino que nenhum hóspede do hostel em Leon continuou no sono…

Ficamos petrificados. Pelo voizeirão. E pelo insólito. Como pode fresco pão de forma trazer dentes embutidos? Fernanda levou os dedos à boca. Retirou-os cautelosamente. Os nossos olhos fixos na palma da sua mão. Não havia dúvidas. Era mesmo um dente. Enrolado no pão.
Segundos depois, ficamos a entender que a história era diferente. Um pouco diferente. O dente não vinha no pão. Veio com o pão. Quando foi mastigado.
Não queria ser o dentista da Fernanda. Não deve ser um bom momento para estar na sua pele. Orelhas devem ter derretido…
Cedo o dente ficou mediático. Bem lavadinho, minuciosamente apreciado pelos presentes. Fotos da praxe. Não há dúvidas, um belo pedaço de molar. Já guardado. Para mais tarde recordar. .
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