Madrugar. Pequeno almoço ainda à luz artificial. Ao ar livre. “Até breve”. Caminhar com malas. Primeiro autocarro. Mudança de veículo. Literalmente, sair de um e entrar noutro já em andamento. Fronteira. Umas três horas de viagem.
Fim de linha em local ainda mais caótico do que o normal. Vários veículos, estilo riquexó, disponíveis para nos transportar. “São três quilómetros”, assegura um. “Não podem fazer seis quilómetros a pé”, garantia outro. Facilmente percebemos que a distância até cruzar as zonas migratórias não deveria passar dos 500 metros.
Saída pacífica da Nicarágua. Entrada menos prática nas Honduras. Funcionários da “emigracion” almoçavam. E as pessoas, acostumadas, iam fazendo fila. Num verdadeiro estaleiro. Nunca uma fronteira deve ter concentrado tantas obras e desorganização. Como habitual, os cambistas tentavam acumular ganhos com os incautos como nós.
Dia a complicar-se. Queremos ir para El Salvador, mas temos de passar por quase 100 quilómetros de território das Honduras. Duas fronteiras para nos atrasar.
Primeira cumprida. Mas já não há transporte directo para a próxima. Temos de fazer duas carreiras de autocarro, informam-nos os locais que ganhariam com essa nossa escolha. Entretanto alguém nos diz que, afinal, já há transporte directo. Pedem-nos exorbitância. Recusamos.
Esticamos a mão ao primeiro TIR. Rony pára. A nossa sorte continuou…
.
Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
