Genocídio. 1994. 800.000 assassínios. Maioritariamente tútsis e hutus moderados, da fação agressora. Para muitos, o 149.º maior país do Mundo resume-se a isso. Tragédia. Catástrofe. Medo.
Pois bem, em 20 anos este país da região dos grandes lagos de África – incrustado entre Uganda, Burundi, República Democrática do Congo e Tanzânia – transformou-se num caso de sucesso no Continente. Um modelo social e desenvolvimento da economia que serve de exemplo.
Em 2008, foi o primeiro país a eleger uma legislatura nacional dominada por mulheres. Rondam aos 12 milhões de habitantes e quase metade tem menos de 15 anos. Sobretudo católicos, mas o genocídio abriu portas as outras crenças.
O país está em altitude muito elevada –950 metrosacima do nível do mar é o ponto mais baixo – e o Monte Karisimbi chega aos4.507 metros. Estas montanhas são abundantes em vida selvagem, destacando-se os gorilas das montanhas: o Parque dos Vulcões alberga um terço da população mundial.
Ao contrário da maioria dos estados africanos modernos, cujas fronteiras foram traçadas pelas potências coloniais e não correspondem às fronteiras étnicas ou dos reinos pré-coloniais, a população do Ruanda é composta a partir de apenas um grupo étnico e linguístico, o Banyarwanda.
Divididos em três grupos distintos: Hutus (cerca de 85 por cento), Tutsi (cerca de 15 por cento) e os pigmeus Twa (cerca de um por cento).
Nem por isso a paz prosperou….

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