Mal se sai do aeroporto, impossível passar ao lado de largas dezenas de polícias. Trajados ao mais glorioso estilo da antiga União Soviética. Com imponentes chapéus. Altivos e com cara de poucos amigos. Em perfeito ‘pendant’ com o estilo embrutecido que exibem. Parece-me que esperam um bando de criminosos. Esquecem que personificam a primeira imagem que o visitante tem do país. E que estes I Jogos Europeus são uma dispendiosa tentativa do discutível presidente Ilham Aliyev poder mostrar ao Mundo a sua alegada democraticidade (que não existe) e capacidade organizativa de grandes eventos internacionais, que terá muito de questionável.
O projeto azeri mobilizou muitos (demasiados) milhões em recursos e parte deles foram para novíssimos autocarros e BMW’s em série para a polícia. Os primeiros, transportam-nos nas novas autoestradas para a “Media Village”, ao lado da dos atletas. Os segundos, são batedores que, na verdade, mais do que ajudar, parecem empenhados em ser o mais fiel dos radares, raramente ultrapassando exasperantes 50 km/h.
Estou a viajar há quase 24 horas quando chegamos, bem à hora do pequeno-almoço. Não sem antes passar pela zelosa vistoria policial. Também aqui, uma sui-generis operação de charme: a fatiota nada tem a ver com o estilo pesado que habitualmente caracteriza as forças da ordem, e que já tivemos a oportunidade de ver, antes substituída por um cinza claro desenhado pelo mais elegante estilista italiano.
Na verdade, impossível ser maior, o charme. Pena os modelos não estarem devidamente adaptados ao estilo. Há quem caiba na graciosidade que estes obrigam, mas também há quem tenha apenas um botão apertado… prestes a explodir. As mulheres, algumas com saltos altos e a roupinha bem colada ao corpo. Imagino-me a prevaricar, só para ver como uma agente me conseguiria apanhar…
O check-in é confuso, mas rápido. No dia seguinte, seria pior. Estamos todos no 11º andar. Calhou-me o apartamento 69. Tem apenas dois quartos. Enormes. Um com wc interior. Companheiro da SportTV tem mais sorte no sorteio. O meu, tenho de sair da enorme habitação para o hall de entrada. Nada de grave.
O sol irradia uns luminosos 30.º. Calções e t-shirt, imediatamente. Não há tempo para respirar, pois, desta vez, é mesmo para trabalhar.  .

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