Fernanda tinha acordado mais tarde, mas à hora combinada. Ainda assim, foi a primeira a dar os parabéns ao Carlos. 37 aninhos. O benjamim do grupo.
Brindamos à sua saúde. E Altagracia brindou a S. Diego de Alcalá. Caímos na melhor semana do ano. Pois é nestes dias que o pueblito se veste de gala. A uma escala diferente – necessariamente, mais modesta – à que estamos habituados.
Na praça central, barraquinhas ordenadas de forma irregular. Como que plantadas ao acaso. Ninguém se preocupa em vender. A preguiça parecia contaminar todos. Até dos inúmeros – e sempre esqueléticos.
Dilúvio de cinco minutos deixa Altagracia no caos absoluto. Água por todo o lado. Preparamo-nos para o pior: armados de chinelos todo-o-terreno, fomos explorar a fiesta.
Havia praça de touros. Carrosséis arcaicos. Frituras de todo o tipo. E um cenário apocalíptico que a chuva adensou.
Por menos de um euro, entramos na arena. Centenas de locais nas bancadas. Algumas dezenas no ervado central. A desafiar os assustados animais. Uma vez na arena, nem por nada os bovinos saiam de perto do túnel por onde tinham entrado. Suspirando por liberdade.
Animais assustados e artistas pouco corajosos. Nada disso combina com bom espectáculo. Ainda assim, congratulamo-nos por não haver ferros, espetos ou morte na arena para que a festa seja brava. A tradição não precisa ser bárbara. Um rodeo amador fez brilhar os olhos locais.
Pouco depois, aos nossos olhos o espectáculo mudou de cenário. O vulcão Concepcion mesmo em frente ao nosso olhar. Com fantásticas nuvens ameaçadoras. Em forma de tufão. A nossa atenção virou-se para o alto. Cá em baixo, já nada de novo.
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